Atividades Recreativas

  Correr, pular, jogar podem parecer apenas diversão, mas são exercícios que serão úteis para a vida inteira, pena que a vida urbana esteja aposentando o verbo brincar. Desde pequenas as crianças vivem uma rotina de adultos: escola, aula de língua(s), música ou esporte e o resto do tempo passam dentro de casa, por medo da violência, assistindo à televisão.
  “A brincadeira é importante pois é por meio dela que a criança adquire conhecimentos. Brincando, ela aprende e apreende o mundo”. (Elizabeth Monteiro). Ao brincar, os pequenos aliviam suas tensões, descarregam a agressividade e exercitam a criatividade.
  A criança que não brinca tem tendência a sofrer doenças antes vistas apenas em adultos. A depressão, a diabetes, a obesidade e até a úlcera estão aparecendo antes mesmo dos 12 anos. Transformadas em adultos antes do tempo, as crianças desenvolvem menos vínculos afetivos, justamente aqueles que se formam na primeira infância e duram para toda a vida.
  A brincadeira colabora no surgimento de todas as nossas expressões psicomotoras de maneira harmoniosa e prazerosa. Vejamos alguns aspectos que são ricamente desenvolvidos durante uma brincadeira bem orientada: equilíbrio, coordenação dinâmica geral, respiração consciente, coordenação motora fina, controle psicomotor, lateralidade, organização corporal, espacial e temporal, etc.
  “O direito de respirar é tão natural, tão espontâneo, tão intrínseco à vida, que não precisa ser objeto de declarações, convenções ou leis. As pessoas simplesmente respiram e não há porque colocar isso numa lei. Analogamente, o brincar é tão espontâneo, tão natural, tão próprio da criança que não haveria como entender sua vida sem o brinquedo”. Isto foi apresentado na abertura do II Congresso Brasileiro de Brinquedotecas por Vital Dodonet, vice-presidente mundial da OMEP (Organização Mundial para a Educação Pré-Escolar).



“As brincadeiras, criadas e recriadas a todo momento, deixam estampadas nos rosto de cada criança um sorriso que desperta nos adultos aquele desejo freqüente de voltar a ser criança... e brincar, mas daquele jeito”

Natália Kohatsu Quintilio